
Uma resolução para a vida cristã
setembro 30, 2026O que é o pacto de obras?
No pacto de obras, às vezes chamado de pacto da criação ou pacto da vida, Deus proibiu Adão e Eva de comerem da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2:15-17). A obediência perfeita a este pacto teria confirmado Adão e Eva na vida; teriam sido considerados justos diante do Senhor e teriam herdado a vida eterna.
Referimo-nos ao pacto com Adão como o pacto das obras, porque o esforço humano era o meio pelo qual a bênção seria assegurada. As boas ações de obediência em serem frutíferos, dominarem a terra e se absterem da árvore proibida teriam merecido a vida eterna para Adão e seus descendentes (Gn 1:28; 2:15-17).
Como sabemos, Adão e Eva quebrantaram o pacto de obras, com isso arrastaram eles e todos os seus descendentes ao pecado, exceto um: Jesus. Em Adão, perdemos nossa capacidade de manter o pacto de obras (Rm 3:9-20), mas isso não significa que o pacto foi posto de lado. Ainda estamos vinculados aos seus termos, porém devido à nossa incapacidade, nossa única esperança é que alguém mais o cumpra em nosso lugar (Gl 3:10-14).
Para recuperar o paraíso para Seu povo, Jesus teve que se tornar o segundo Adão. Ou seja, Ele teve que vir em nossa semelhança para que pudesse obedecer a Deus perfeitamente e ter sucesso onde Adão falhou como nosso representante. Paulo ensina isso explicitamente (1 Co 15:45), mas também está implícito nas histórias da tentação de Jesus encontradas nos Evangelhos sinóticos.
Após Seu batismo, Jesus foi levado ao deserto onde enfrentou aquele que usou a serpente para tentar Adão. O primeiro Adão foi tentado a confiar em sua própria sabedoria em vez da vontade revelada do Senhor. O segundo Adão foi igualmente tentado a abandonar a vontade de Deus, que Ele subjugasse a serpente através do sofrimento, quando Satanás tentou fazer com que Jesus suprisse Suas necessidades no momento errado ou entrasse em Seu reinado imediatamente e sem dor (Mt 4:1-11). No entanto, ao contrário do primeiro Adão, Jesus superou a tentação de Satanás, o que preparou o cenário para sua derrota definitiva na cruz (Cl 2:13-15).
Artigo publicado originalmente em Ligonier.org.

