5 coisas que você deve saber sobre combater o pecado

agosto 16, 2026

5 coisas que você deve saber sobre combater o pecado

agosto 16, 2026

5 coisas que você deve saber sobre a santidade

1. A santidade de Deus é importante.

“Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos” (Is 6:3; veja também Ap 4:8). Estas foram as palavras declaradas no céu quando Isaías foi levado perante o Senhor em Seu trono. Criaturas celestiais ficam maravilhadas com a natureza divina de Deus e Sua pureza incomparável. Quando nos encontramos com o Todo-Poderoso e o percebemos como Ele é, respondemos de maneira semelhante. Nossa depravação é exposta pela mais brilhante luz (Is 6:5) e somos persuadidos do terrível e certo julgamento sobre o pecado. No entanto, maravilhosa e certamente, uma gloriosa salvação também procede de Sua santidade (Is 6:6-7).

Mas com muita frequência a santidade de Deus parece inconsequente, um assunto de pouco ou nenhum interesse. Quando estamos cegos pelo pecado, Sua santidade parece não ter importância. Contudo, Deus permanece santo, e todas as Suas obras são segundo Sua santidade, incluído a criação, a salvação e o julgamento. Quer seja reconhecida ou não, Sua santidade é importante para todos, pois afetará a todos, seja na retribuição pelo pecado quando Deus trouxer o julgamento, ou na graça de Sua salvação através de Jesus Cristo, “o Santo e o Justo” (At 3:14).

2. A santidade é essencial para a salvação.

Precisamos de santidade tanto para caminhar com Deus quanto para nos preparar para o Seu julgamento. Nossa pecaminosidade significa que não podemos alcançar a santidade por nós mesmos. Porém há boas notícias, porque Deus deseja compartilhá-la e a realiza em nós por meio do Seu Espírito Santo (Rm 15:16). Ao mesmo tempo, devemos seguir “a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12:14). Isso significa melhorar nossa santidade. Deus também fornece isso, mas devemos buscar de forma ativa que Ele faça essa obra em nós. Devemos ter como objetivo agradá-lo, enquanto Ele sozinho fornece a vontade e o poder para fazê-lo (Fp 2:12-13). Isso implica confessar nosso pecado, se afastar dele e seguir os caminhos da justiça divina. Em Seu cuidado paternal por nós, Deus desejou que Seu povo tivesse um relacionamento pessoal com Ele, onde podemos ir de forma livre a Ele por tudo o que precisamos. Embora muitas vezes falhemos com Ele, podemos nos animar com o fato de que Ele completará a obra que começou (Fp 1:6).

3. A santidade está na essência da salvação.

A santidade de Deus tem uma função central na salvação, embora isso seja muito negligenciado. Em Cristo, a santidade de Deus significa tanto a revelação do nosso pecado quanto a salvação do pecado. É importante notar que a Palavra de Deus frequentemente assegura que Sua santidade garante a salvação de um cristão (Is 6:1-7; Zc 3; Rm 5:10).

Somos ainda mais assegurados de que a santidade de Deus está no essência da salvação cristã pelos relatos das Escrituras sobre a vida, morte, ressurreição de Cristo e o novo nascimento. O Salmo 16:10 se refere à Sua santidade na vida e na morte: “Não deixarás […] que o teu Santo veja corrupção.” Sua ressurreição foi “segundo o espírito de santidade” (Rm 1:4). Nascemos de novo pela provisão do Espírito Santo de Deus (Jo 3:5-8). A santidade de Deus está presente em cada um desses aspectos vitais, de fato, em todos os aspectos, da nossa salvação. Através da graça de Deus para nós em Jesus Cristo, podemos pensar em Sua santidade como nossa salvação.

4. Santidade não é ser “mais santo do que você.”

Essa expressão se usa para descrever uma pessoa que se comporta de maneira moralmente superior em relação ao seu próximo. Isso não é santidade, senão o contrário. A santidade em um ser humano é uma questão de refletir a imagem de Deus, que, como Jesus revelou, é “manso e humilde de coração” (Mt 11:29). Cristo, que é perfeito em santidade, voluntariamente tomou o lugar mais baixo, sendo feito maldição na cruz. Por nossa causa, Ele suportou a vergonha dos nossos pecados. Seguir fielmente Seu ensinamento significa tomar um lugar baixo, não um lugar alto, em relação aos outros (Lc 14:10-11; 22:24-30; Jo 13:14-17; 1 Pe 5:6).

Uma atitude de “mais santo do que tu” é típica da justiça própria. Na parábola de Jesus sobre o fariseu e o publicano (Lc 18:9-14), o fariseu autossuficiente acreditava que estava próximo de Deus, entretanto, se considerava moralmente superior ao seu próximo. Ele agradeceu a Deus por não ser como o publicano, mas foi o coletor de impostos que voltou para casa justificado, tendo pedido misericórdia a Deus. A santidade se manifesta através de qualidades morais, mas é como Cristo exemplifica e ensinou, sempre com humildade e nunca com orgulho espiritual.

5. A providência é projetada para fazer os cristãos crescerem em santidade.

Como a vontade revelada de Deus é que Seus filhos vivam refletindo a Sua santidade, Sua providência é projetada para nos proporcionar isso e nos capacitar a crescer nela. Em Sua providência, Ele nos leva à fé em Jesus Cristo. Na providência, Ele nos castiga por nossos pecados para que possamos compartilhar de Sua santidade. Embora seja doloroso no momento, resulta em uma colheita de justiça (Hb 12:10-11). Ele concede Seu Espírito Santo, Sua Santa Bíblia e a igreja, que Ele chama de santa, para fornecer e ensinar o caminho da santidade. Deus até projetou a semana para nosso crescimento em santidade: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar” (Êx 20:8). É um dia que Ele santificou (Êx 20:11). Ao observarmos o que Deus declara sobre o Dia do Senhor, nos fortalecemos para a semana que se aproxima e ajuda enquanto nos aproximamos de ver nosso Salvador na cidade santa que nosso Pai celestial está graciosamente preparando para nós.


  Artigo publicado originalmente em Ligonier.org.

John Ferguson

John Ferguson

O Dr. John C.A. Ferguson é ministro da Inverness Associated Presbyterian Church, em Inverness, Escócia.