
Glorificar a Deus através da produtividade
junho 5, 2026O presente do Pai para o Filho
O motivo do dom dos eleitos ao Filho é expresso por Jesus em várias ocasiões, sobretudo no Evangelho segundo João:
E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia (Jo 6:39-40).
Nesta passagem, Jesus deixa claro que Ele está preocupado com o fato de que cada crente seja ressuscitado no último dia. Isso qualifica Suas declarações sobre o que o Pai lhe deu que nunca se perderia. São os crentes que são dados a Cristo pelo Pai, e eles nunca se perderão. Esta afirmação se baseia no que Jesus declarou apenas momentos antes:
Porém eu já vos disse que, embora me tenhais visto, não credes. Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora. Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou (Jo 6:36-38).
Jesus é enfático em Sua afirmação de que todos aqueles que o Pai lhe dá virão de fato a Ele. A ordem aqui é crucial. Jesus não expressa que todos os que vêm a Ele serão então dados a Ele pelo Pai. Não determinamos pela nossa resposta quem será o presente do Pai para o Filho. Pelo contrário, nossa resposta é determinada pela eleição prévia de Deus para que venhamos ao Filho como presentes para Ele.
O conceito de os cristãos serem dádivas do Pai para o Filho constitui um elemento central da oração sacerdotal de Jesus em João 17. Jesus faz várias referências a este “dar”:
Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que o Filho te glorifique a ti, assim como lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste (Jo 17:1-2).
Cristo fala da autoridade que recebeu do Pai para conceder a vida eterna a certas pessoas. Essas certas pessoas são aquelas que o Pai entregou a Ele.
Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra. Agora, eles reconhecem que todas as coisas que me tens dado provêm de ti; porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste, e eles as receberam, e verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste. É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus; ora, todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e, neles, eu sou glorificado Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós. Quando eu estava com eles, guardava-os no teu nome, que me deste, e protegi-os, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura (Jo 17:6-12).
Nesta oração, fica claro que os crentes são o presente do Pai para o Filho, um presente que não deve ser perdido ou destruído. Jesus ora para que esses dons sejam mantidos e não descartados. Ele agradece ao Pai que todos foram guardados, exceto o filho da perdição, que é descrito em outro lugar como tendo sido um diabo desde o princípio. O filho da perdição se refere aqui a Judas.
O conceito de nossa adoção em Cristo como o presente do Pai ao Filho também é declarado pelo autor de Hebreus:
Porque convinha que aquele, por cuja causa e por quem todas as coisas existem, conduzindo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse, por meio de sofrimentos, o Autor da salvação deles. Pois, tanto o que santifica como os que são santificados, todos vêm de um só. Por isso, é que ele não se envergonha de lhes chamar irmãos, dizendo: A meus irmãos declararei o teu nome, cantar-te-ei louvores no meio da congregação. E ainda: Eu porei nele a minha confiança. E ainda: Eis aqui estou eu e os filhos que Deus me deu (Hb 2:10-13).
Este texto confirma que os eleitos são dados a Cristo como Seus irmãos adotivos e como filhos adotivos do Pai. Este é o amor surpreendente que levaria João a declarar mais tarde: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai” (1 Jo 3:1).rtanto, busque a habilidade de produtividade pessoal não para autoengrandecimento, mas para a glória de Deus.
Artigo publicado originalmente em Ligonier.org.

