Deus realmente se importa?

setembro 6, 2026

Deus realmente se importa?

setembro 6, 2026

Encontrar a esperança em meio a doenças graves

No quinto aniversário do meu filho, eu estava em um instituto de câncer a 960 quilômetros de distância, e observava a quimioterapia fluir de bolsas de soro para o meu corpo. Estava lutando contra uma forma rara de câncer, e minha necessidade de um ensaio clínico me afastou do meu marido e de meus três filhos pequenos por vários meses.

Minha esperança terrena estava muito ameaçada. Minha boa saúde se foi, levou com ela minha energia, meu cabelo e meu futuro previsível. Em vez de cuidar da minha família, meus dias estavam cheios de salas de espera, transfusões de sangue, exames médicos e cochilos. Perdi momentos preciosos com meus filhos e não sabia se viveria para ver mais.

Através das provações do câncer e da sobrevivência, eu precisava de uma esperança que pudesse suportar a montanha-russa das minhas lutas de saúde. Por causa da misericórdia e graça de Deus, temos uma esperança melhor à qual podemos nos apegar: nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Pedro escreveu sua primeira epístola para cristãos que sofrem como você e eu, para nos assegurar que nossa viva esperança em Cristo não será abalada por provações terrenas e perdurará até seu glorioso fim.

Nossa viva esperança

Pedro começa sua carta com a boa notícia de nossa viva esperança:

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos (1 Pe 1:3).

Não pertencemos a um Salvador cujo corpo ainda está no túmulo. Ele ressuscitou dos mortos e declarou vitória sobre o pecado e a morte (1 Co 15:54-57). Além disso, Sua ressurreição é apenas o começo da história da ressurreição. Sendo Ele as primícias da ressurreição, e todos os que pertencem a Ele viverão para sempre, pois Ele é a nossa viva esperança (1 Co 15:20-23).

Quando sofremos os efeitos de uma doença grave, é fácil ficarmos cansados e desanimados. Podemos perder a esperança de que a vida algum dia voltará ao normal. Nesses momentos sombrios, podemos nos apegar à nossa viva esperança, nosso Salvador que venceu o túmulo. Temos uma viva esperança, porque temos um Salvador vivo.

Nossa esperança inabalável

Não apenas renascemos para uma viva esperança, mas também renascemos:

Para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros, que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo (1 Pe 1:4-5).

Aqueles que pertencem a Cristo podem olhar além do sofrimento deste mundo para uma herança segura. As doenças que atacam sem piedade nossos corpos físicos não podem tocá-la. As circunstâncias que nos oprimem não podem diminuir sua perfeição e pureza eternas. Nada pode ameaçar o que Deus está reservando nos céus para nós.

Como sabemos com certeza que receberemos essa herança imperecível? Pedro afirmou que estamos sendo guardados pelo poder de Deus através da fé. Não depende do nosso próprio poder ou da força da nossa fé. Recebemos esta herança pela misericórdia de Deus, e a mantemos pelo Seu poder. Nossa esperança é inabalável, pois Deus nos segura com firmeza (Jo 10:27-29).

Nossa gloriosa esperança

Quando Pedro escreveu sobre esta esperança viva e inabalável, ele não estava alheio às provações da vida. E ainda assim, Pedro nos encorajou a nos alegrar mesmo quando somos afligidos pelo sofrimento:

Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo (1 Pe 1:6-7).

As promessas divinas elevam nossos olhos dos nossos problemas temporários para a nossa glória eterna. Por causa da obra de Deus em nós, a prova do sofrimento demonstra que nossa fé é genuína. Quando Cristo retornar, a fé que Deus cultivou em nós através dessas provações “redunde em louvor, glória e honra” (1 Pe 1:7). Esta glória pode se referir à glória de Cristo, à glória que recebemos com Ele, ou a ambas. Porém sabemos que nosso futuro com Cristo será glorioso e é uma razão para nos alegrarmos em meio ao sofrimento hoje.

Nossa esperança em Cristo é um refúgio firme quando a dor nos consome, o medo nos domina e as mudanças em nossos corpos e futuros nos esgotam. Por causa da nossa esperança viva, inabalável e gloriosa, podemos declarar com Pedro: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Pe 1:3).


  Artigo publicado originalmente em Ligonier.org.

Marissa Henley

Marissa Henley

Marissa Henley es autora de Loving Your Friend through Cancer: Moving beyond "I'm Sorry" to Meaningful Support [Amando a tu amigo en medio de su cáncer: Yendo más allá de “Lo Siento” para dar un apoyo significativo].