Pastorear com hospitalidade - Ministério Ligonier
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Pastorear com hospitalidade

hospitalidade

Nota do editor: Este é o décimo quinto de 19 capítulos da série da revista Tabletalk: Sal e luz.

Todos os cristãos devem praticar a hospitalidade (Hb 13:2). Mas os presbíteros devem estar tão engajados nessa prática que ela os caracterize (1 Tm 3:2; Tt 1:8). Em poucas palavras, Paulo disse a Timóteo e Tito que os presbíteros não precisam apenas ir e buscar as ovelhas de Deus; também precisam trazê-las para o aprisco da casa do pastor.

Pelo menos três benefícios vêm para a congregação quando seus pastores abrem suas casas para o rebanho. Em primeiro lugar, a hospitalidade fornece amor experiencial. O fato de um presbítero receber membros da congregação em sua casa demonstra um cuidado especial por eles. Você aprende sobre o outro de maneiras que simplesmente não são possíveis no culto matinal de domingo. Compartilhar uma refeição e rir ao redor da mesa traz o calor necessário ao evangelho que é pregado na igreja. Os pastores estão testificando aos seus fiéis que o verdadeiro Pastor os ama tanto que está preparando um lar eterno para eles (Sl 23:1, 5).

Em segundo lugar, a hospitalidade fornece o modelo cristão. Em meus anos de experiência pastoral, sou grato por ter servido ao lado de presbíteros que ofereceram muita hospitalidade. Muitas das pessoas trazidas para nossa congregação pelo evangelho não vieram de lares cristãos. Ao hospedá-los, os presbíteros forneceram modelos maravilhosos do evangelho de várias maneiras. A hospitalidade dos presbíteros deu aos novos cristãos a oportunidade de ver como um marido e uma esposa crentes tratam um ao outro. Os convidados testemunharam como os pais devem criar e disciplinar seus filhos. Não apenas ouviram falar sobre o culto familiar, mas também participaram dele. Testemunharam como é um lar dedicado a Cristo. Estar na casa de um pastor os ajudou a aprender mais profundamente o que é necessário para seguir a Cristo.

Em terceiro lugar, a hospitalidade fornece uma família. Neste nosso mundo caído, o pobre, o estrangeiro e a viúva muitas vezes vivem isolados. Quando os presbíteros oferecem hospitalidade a pessoas como essas, aprendem que são realmente considerados irmãos e irmãs na casa de Deus. Na verdade, Jesus nos disse para ter uma consideração especial por pessoas como estas:

Quando deres um jantar ou uma ceia, não convides os teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem vizinhos ricos; para não suceder que eles, por sua vez, te convidem e sejas recompensado. Antes, ao dares um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás bem-aventurado (Lc 14:12-14).

Quão verdadeiras são as palavras de Jesus. Mostrar hospitalidade a um sem-teto convertido que uma vez viveu sob os cavaletes da ferrovia transformou nossa congregação em misericórdia. Cuidar do filho de uma mãe solteira em casa enquanto trabalhava nos ensinou paciência e amor. Receber um viúvo idoso para as refeições o levou a encontrar maneiras de servir em vez de se desesperar. Para cada um, a igreja se tornou sua família.

No grande dia do julgamento, Jesus afirmará a Seus fiéis seguidores: “Era forasteiro, e me hospedastes” (Mt 25:35). Os presbíteros devem viver de modo a antecipar essa bendita afirmação.

Este artigo foi publicado originalmente na Tabletalk Magazine.

Barry J. York
Barry J. York
O Dr. Barry J. York é presidente e professor de Teologia Pastoral no Reformed Presbyterian Theological Seminary em Pittsburgh. Ele é autor de Hitting the Marks [Acertar o alvo].