Pastorear por meio da oração
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Pastorear por meio da oração

oração

Nota do Editor: Este é o décimo quinto de 19 capítulos da série da revista Tabletalk: Palavras e frases bíblicas mal compreendidas.

O apóstolo Paulo se empenhava para que a igreja em Éfeso fosse pastoreada corretamente. Ele trabalhou lá, instruiu seus presbíteros e escreveu cartas para a igreja e seu pastor Timóteo para essa finalidade. No entanto, como Paulo pastoreou esta congregação quando ele estava ausente? Pela oração.

Anos depois de plantar esta igreja, a carta de Paulo da prisão descreve suas orações por eles. “Não cesso de dar graças por vós, fazendo menção de vós nas minhas orações” (Ef 1:16). Paulo era uma fonte de oração constantemente borbulhante para esta igreja. Como os líderes da igreja podem fluir com frequência em oração pela igreja como Paulo fez?

Ele prefaciou esse relato de sua oração dizendo que havia uma razão para orar dessa maneira (v. 15). O que foi isso? Nos versículos iniciais de Efésios, ele testifica da salvação do Deus trino: esses santos foram escolhidos em amor pelo Pai, redimidos pelo sangue do Filho e selados pelo poder do Espírito (vv. 3-14). Consequentemente, Paulo fluiu com orações trinas para que “o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação” (v. 17).

A alegria de Paulo ao ouvir relatos da obra do Pai, Filho e Espírito na congregação de Éfeso o levou a orar por uma revelação ainda maior dessa salvação (vv. 15-16). Os presbíteros fazem bem em refletir frequentemente sobre a maravilha da salvação de Deus em ação em Seu povo. Essa prática move corações para orar.

O puritano William Gurnall declarou: “A criança não é instruída pela arte ou exemplo a chorar, mas instruída pela natureza, vem ao mundo chorando.” Claramente, nenhum pai precisa levar seus filhos para uma aula para ensiná-los a chorar. Gurnall então usa essa verdade para instruir sobre a oração. “Orar não é uma lição aprendida a partir das regras da arte, mas que flui dos princípios da própria vida.”

Ver o princípio da vida salvífica em ação nos efésios levou Paulo a clamar em oração. Ele pediu que o Espírito Santo iluminasse ainda mais seus corações para tudo o que possuíam em Cristo. Assim como você não pode ficar à beira do Grand Canyon, com toda a sua imensidão e beleza, e não expressar admiração aos outros por ele, também não podemos contemplar a igreja criada na redenção por Cristo sem orar por ela.

Paulo dirigiu essas orações para que a igreja conhecesse experiencialmente três verdades maravilhosas (vv. 18-19). Ele queria que conhecessem a esperança de sua vocação como cristãos, que seus corações fossem convencidos de que “os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis” (Rm 11:29). Também orou para que possuíssem plenamente as riquezas de sua maravilhosa herança para que vivessem todos os dias como cidadãos do céu. Finalmente, desejou que eles experimentassem a grandeza do poder da ressurreição de Cristo ao escapar da culpa e do poder do pecado.

O mesmo Deus trino que salvou a igreja moverá Seus pastores a orar pelo trabalho contínuo da Trindade.

Este artigo foi publicado originalmente na Tabletalk Magazine.

Barry J. York
Barry J. York
O Dr. Barry J. York é presidente e professor de Teologia Pastoral no Reformed Presbyterian Theological Seminary em Pittsburgh. Ele é autor de Hitting the Marks [Acertar o alvo].