A intercessão de Cristo por nós

fevereiro 6, 2026

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3 coisas que você deve saber sobre Joel

O que a maioria das pessoas sabe sobre o livro de Joel é a grande profecia em Joel 2:28-29, onde Deus promete derramar Seu Espírito sobre toda a carne para que todos os membros da comunidade do povo de Deus profetizem. Porém o significado desses versos não pode ser compreendido separado da mensagem do livro. Existem três coisas que você deve saber sobre o livro de Joel que o ajudarão a entender sua mensagem.

1. A data do livro de Joel é incerta.

Primeiro, o contexto histórico da maioria dos livros proféticos é importante para a mensagem do livro, mas a data do livro de Joel é incerta. O templo está em funcionamento, o que significa que pode ser o templo pré-exílico de Salomão (destruído em 586 a. C.) ou o templo que é dedicado após o retorno do exílio (516 a. C.). Nenhum rei é mencionado, e nenhum dos principais inimigos de Israel ou Judá é mencionado. Os estudiosos ofereceram uma variedade de opções para a sua data, contudo, nenhuma data prevaleceu. O livro parece refletir uma perspectiva pré-exílica que se relaciona com eventos em torno da destruição do primeiro templo, como os sacrifícios sendo interrompidos (Jl 1:9), a ameaça de um exército do norte (Jl 2:20) e uma futura libertação descrita (Jl 2:23-29). Alguns acham difícil determinar a data do livro, pois se tornou um texto litúrgico a ser repetido durante um período de desastre nacional.

2. O contexto do livro é uma praga de gafanhotos.

A segunda coisa que você deve saber sobre o livro de Joel é que o contexto do livro está conectado à mensagem do livro. O contexto do livro é uma praga de gafanhotos. O cap. 1 é um chamado para um lamento comunitário por causa de uma praga de gafanhotos que foi tão devastadora que nada parecido havia acontecido antes. A praga é descrita em Joel 1:4, onde enxames de gafanhotos destruíram tudo o que é comestível. Diferentes grupos são chamados a lamentar por causa dos resultados: os ébrios devem lamentar, porque as vinhas foram destruídas (Jl 1:5-7), os sacerdotes devem lamentar, visto que os sacrifícios foram interrompidos (Jl 1:8-10), e os agricultores devem lamentar, pois não haverá colheita (Jl 1:11-12). Os sacerdotes também são chamados a liderar o povo de Deus em um serviço de lamento composto por choro e jejum (Jl 1:13-14).

O caos de uma praga de gafanhotos se torna uma descrição do dia do Senhor. Será um dia de juízo para aqueles que rejeitam Deus e um dia de bênção para aqueles que retornam a Deus. A praga de gafanhotos introduz o julgamento vindouro daquele dia, mencionado pela primeira vez em Joel 1:15:

Ah! Que dia!

Porque o Dia do SENHOR está perto.

A destruição do dia é descrita em Joel 1:16-20 com um chamado urgente para alarme em Joel 2:1-2, que culmina em uma ênfase no caráter daquele “dia” como “dia de escuridade e densas trevas” e “dia de nuvens e negridão!” Esta escuridão se espalha sobre as montanhas, e aponta para um grande e poderoso exército preparado para a batalha com guerreiros que não podem ser detidos. As pessoas estão angustiadas com a ideia de enfrentar este exército, pois é mais do que um exército terrestre; é o exército do Senhor. O Senhor faz ouvir Sua voz diante deste exército e a própria criação treme, e o sol e a lua se escurecem (Jl 2:10-11). Ninguém pode suportá-lo porque “grande é o Dia do SENHOR e mui terrível!” (Jl 2:11).

Em Joel, o dia do Senhor é mais do que apenas um evento histórico; descreve um evento escatológico que traz a história a um fim. Joel usa a devastação iminente do juízo de Deus no dia do Senhor para chamar o povo de Deus ao arrependimento (Jl 2:15-17). Ele lhes promete bênçãos materiais em uma reversão da destruição da praga dos gafanhotos (Jl 2:21-27) e bênçãos espirituais que viriam com um derramamento de Seu Espírito Santo (Jl 2:28-32).

3. O apóstolo Pedro cita Joel para explicar os eventos no dia de Pentecostes.

A terceira coisa que você deve saber sobre o livro é que Pedro cita Joel 2:28-32 em Atos 2:17-21 para explicar os eventos no dia de Pentecostes. As bênçãos espirituais que Joel havia profetizado estavam sendo cumpridas enquanto Deus derramava Seu Espírito sobre toda a carne, para que todos os que invocassem o nome do Senhor fossem salvos.

Além disso, a função profética de falar a Palavra de Deus se expandiu para incluir todas as classes da sociedade, incluído os gentios, que estavam falando com entendimento uns com os outros em suas próprias línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem (At 2:4). Em vez do juízo final contra os inimigos de Deus ocorrer naquele momento (Jl 3:1-8), com a plena restauração do povo de Deus (Jl 3:17-21), os propósitos de salvação de Deus estavam sendo realizados através da proclamação das boas novas de Jesus Cristo para todo o mundo. Como resultado, experimentamos em Jesus Cristo a garantia da nossa salvação. Aguardamos a plenitude da nossa salvação quando nosso Salvador retornará a este mundo para completar o dia do Senhor no juízo final dos inimigos de Deus e na plena restauração do Seu povo. Naquele tempo, experimentaremos por toda a eternidade Sua plena presença e as abundantes bênçãos espirituais e físicas que acompanham Sua presença.os dificuldades (Sl 123:2-4) e aprender a saborear a alegria da companhia (Sl 133).


  Artigo publicado originalmente em Ligonier.org.

Richard P. Belcher Jr.

Richard P. Belcher Jr.

O Dr. Richard P. Belcher Jr. é professor titular John D. e Frances M. Gwin de Antigo Testamento e reitor acadêmico no Reformed Theological Seminary em Charlotte, Carolina do Norte, e presbítero na Presbyterian Church in America. Ele é autor de vários livros, entre eles The Fulfillment of the Promises of God: An Explanation of Covenant Theology [O cumprimento das promessas de Deus: uma explicação da teologia do pacto].